segunda-feira, 9 de setembro de 2013

2013/SET - Deixando Kathmandu (Araghat Bazaar)


 Acordamos as quatro da manhã para seguirmos rumo a Araghat Bazaar.

 A viagem não foi nada confortável.

 O primeiro busão tinha capacidade para 10 pessoas e tinha umas 30 dentro dele. Acho que o primeiro pedaço tomou umas 6 horas.

 Quando paramos para almoçar eu comentei com o guia que precisava pegar algo em minha mochila. Ele pediu para eu subir no teto do busão (as malas vão no teto) e pegar. Só que ele apontou para o busão errado. Eu pensei: "Ok, trocamos de busão e eu nem percebi"....subi no busão e ele começou a andar....ai o guia percebeu que era o busão errado, me avisou e avisou o motorista que eu estava no teto. Rs...quase vou embora no teto do busão errado!

 As estradas aqui são bem esburacadas e é incrível ver como eles dirigem. Provávelmente morre muita gente nessas estradas.

 Depois de 6 horas trocamos de busão. Um maior....mas tão lotado quanto o primeiro.

 Aqui as pessoas sentam em três quando se tem duas poltronas.

 Do meu lado tinha um Nepalense que ficava guspindo pela janela de 10 em 10 segundos. Cada 10 segundos ele vinha para cima de mim, apoiava na janela e cuspia. Não demorou muito ele acabou cuspindo no meu shorts....rs....ai pedi para trocar de lugar...já não queria mais a janela.

 Quando sentei próximo ao corredor uma Nepalense veio e sentou ao meu lado (onde apoiamos o braço)...algo comum (o terceiro)...mas como as estradas são um caos, ela não parava de cair em mim.

 Resolvi viajar de pé. Quatro horas de pé, batendo a cabeça no teto a cada pulo que o busão dava (super frequente)....e sendo jogado de um lado para o outro.

 A segunda estrada era muito pior que a primeira. Fiquei impressionado com a inclinação que o busão tomava em cada curva. Eu tinha certeza que iriamos capotar em qualquer momento e cair no barranco.

 Muitas vezes descemos do busão (todo mundo) pois era arriscado demais passar com pessoas dentro. Nesses pedaços, todos os passageiros andavam a pé por um tempo e pegavam o busão novamente depois.

 O Chris estava desesperado, morrendo de medo e a Li também.

 Bom....valeu a experiência.

 Chegamos em Araghat Bazaar e a vila é linda. O primeiro contato com a montanha foi mágico.

 Sai para tirar algumas fotos e depois tomei um banho gelado. Bom demais.

domingo, 8 de setembro de 2013

2013/SET - Kathmandu


 Mais um dia sem dormir muito.

 Acordamos, tomamos o café da manhã e fomos para Thamel.

 Hoje resolvi visitar a Dhoka Square.

 Algumas das construções possuem figuras do Kamasutra. O motivo é que a algum tempo o Nepal estava passando por problemas com o número de habitantes. Então o rei construíu essas figuras e colocou no centro para que a população tivesse a oportunidade de aprender mais sobre sexo e assim modificar o quadro da queda populacional no país.

 Estava rolando um festival por la. Muitas mulheres. A maioria vestida de vermelho.

 O festival é o Teej e é um dia hindu da mulher casada para o seu marido. Nesse dia as mulheres recebem presentes dos homens.

 Foi um festival bonito e como tudo aqui, eu tive que pagar para entrar. E quando entrei um Nepali grudou em mim feito carrapato e começou a falar sobre tudo o que tinha ali. Não consegui me livrar dele.

 Depois de um tempão ele me pediu uma grana para pagar o serviço de guia dele (foi bem caro). Ele também comentou que matou a sua mulher pois a encontrou com outro homem. Segundo ele a mulher foi morta com veneno. Eta!

 Bom...encontrei com o Cris e a Li novamente e fomos almoçar.

 Almoçamos em um restaurante pequeno e delicoso. O prato que eu pedi estava muito bom e continuo tentando experimentar tudo. Tento pedir coisas diferentes do Cris e da Li para que eu possa experimentar o prato deles também. :) e para que eles possam experimentar o meu.

 Depois da praça voltamos a andar por Thamel. Estavamos procurando um sorvete pois o calor estava de matar e no fim encontramos o "Garden of Dreams". Pagamos para entrar. Parecia que eu estavas em outro mundo. Do nada todo aquele barulho desapareceu.

 Deitamos na grama e la ficamos conversando com uma outra menina que também estava por la.

 Voltamos para o hostel para dormir cedo pois amanhã a ideia é pegar o busão as 4 da manhã.

sábado, 7 de setembro de 2013

2013/SET - Kathmandu


 Não dormi praticamente nada. Kathmandu é muito barulhenta e o fuso é de 9 horas.

 Tomei o café da manhã com o pessoal e começamos a conversar sobre qual trilha fazer.

 Duas opções: Anapurna ou Manaslu

 Se escolhermos o circuíto Manaslu vamos ter mais acesso a cultura da montanha e já o Anapurna a paisagens com montanhas.

 No Manaslu precisamos de três permissões e um guia (obrigatório - por passar bem próximo a fronteira com o Tibet). Já o Anapurna não é necessário um guia e é bem mais turístico.

 Para decidir qual iríamos fazer jogamos uma moeda e deu Monaslu.

 O pessoal precisa de alguns dias para conseguir todas as permissões e nós precisamos comprar algumas coisas como roupa para aguentar o frio.

 Hoje conheci o Cris. Ele esta viajando junto com a Lizzie já tem quase três meses e nós vamos fazer a trilha juntos. O inglês dele é um pouco complicado de entender pois ele não pronuncia o "t". Quando ele fala "What" você escuta "Wha" e quanto ele fala "Whatever" você escuta "Whaever" e assim vai.

Saímos para conhecer o "Monkey Temple" e depois fomos para outros templos. Aqui você encontra vários templos em vários lugares. É o que mais tem :P.

 O "monkey temple" é legal pois tem muitos macacos. Macaco velho, macaco jovem, macaco criança....é o que mais tem. E eles estão para tudo quanto é lado e tentando pegar comida de todo mundo. Se você der bobeira com a comida na sua mochila já era. Eles abrem a mochila e levam a sua comida embora.

 Passamos o dia indo para cima e para baixo visitando templos.

 Fomos almoçar em Thamel. Comida deliciosa. Alias, a comida aqui é deliciosa. Estou viciado nos tais Mo:Mos e a comida é muito barata.

 Thamel é o centro comercial turístico de Kathmandu e é uma bagunça. Loja para tudo quanto é lado, gente para tudo quanto é lado e buzina para tudo quanto é lado. É difícil se acostumar com a poluição visual e sonora....mas você se acostuma.

 Fizemos algumas compras. Compramos casacos, calças e garrafas para carregar água. Aqui no Nepal a regra é chorar. Se você não o fizer vai pagar as vezes muito mais do que o triplo do valor que pode pagar.

 Eu e o Cris conseguimos reduzir e muito o preço de tudo o que pagamos. O que foi ótimo!

 Bom, de volta ao hostel. Jantamos aqui mesmo. Amanhã vamos para Thamel novamente para almoçar e para procurar mais calças para o Cris e a Lizzie. E também precisamos comprar gorros e remédios para a altitude.

 A noite entrei no foursquare para descobrir o que tem por perto e encontrei um restaurante chamado "OR2K" e conversei com o Cris e com a Lizzie.

 Voltamos para Thamel para jantar e o lugar é incrível. Adorei. Vale a pena conferir. A comída é muito boa e todo o lugar é diferente e bonito. Com certeza vou voltar.

 Falando em comida, estou experimentando tudo o que aparece. Basta não ter carne que eu estou comendo :).

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

2013/SET - Kathmandu



 O vôo de Abu Dhabi para Kathmandu foi tranquilo e dormi praticamente todo o tempo. Novamente, não comi.

 Achei engraçado pois o avião nem parou e todo mundo já estava de pé e tirando as malas...uma bagunça. O avião andando, tudo caindo e a galera nem ai.

 Ao entrar no aeroporto peguei a minha mala e fui pedir o visto para entrar no país.

 Só lembrando:

 Minha viagem começou com uma passagem só de ida para o Nepal. Não comprei a passagem de volta.
 Até o momento o único "problema" que tive por ter comprado uma passagem só de ida foi no Brasil pois quando eu estava fazendo o check in o funcionário falou que eu não poderia viajar com uma passagem só de ida e eu teria que comprar a volta. Retruquei na hora dizendo que eu poderia sim e que não iria comprar a passagem de volta pois não sabia quando iria voltar.
 Ele foi verificar com o gerente o que poderia ser feito. Não demorou muito e ele voltou dizendo que eu poderia viajar sim com uma passagem só de ida. Acredito que eles fazem isso só para vender uma passagem de volta.

 Quando eu estava em Abu Dabhi sai para correr um dia e coloquei todo o meu dinheiro no bolso. Abu Dabhi é um lugar muito quente e suei tanto que molhei todas as notas que eu tinha.

 Bom, voltando ao Nepal.

 Entreguei uma nota molhada para o cara responsável pelo meu visto e ele me olhou dizendo que a nota era falsa. Pediu outra. Dei outra molhada e ele fez uma cara feia. Novamente pediu outra nota. Mostrei que só tinha notas molhadas e ele não gostou muito. A solução que ele arrumou foi pegar uma delas e levar para alguém verificar se era verdadeira ou falsa. Ufa! Era verdadeira :). Visto colado no passaport e carimbo de entrada!

 Estou em Kathmandu com um visto para um mês.

 Como em qualquer lugar é só você sair do aeroporto que 300 taxis aparecem do nada. Escolhi um para conversar e fui informado que me custaria 700 Rs para ir ao hostel. Voltei para dentro do aeroporto para trocar o dinheiro e quando sai os 700 Rs viraram 900 Rs pq tinham passado das 9 da noite. Ótimo :P.

 A minha primeira impressão de Kathmandu foi horrível. O caminho do aeroporto até o hostel foi estranho. Tudo estava muito escuro. Buracos e mais buracos. Eu não parava no banco de trás do taxi. O taxi também não achava o hostel e o motorista estava tentando pedir informações para mim em Nepali. Depois me deu o celular e pediu para eu ligar no hostel e conversar com eles.

 Cheguei ao hostel depois de um bom tempo dentro do taxi. Me parecia que o hostel ficava no fim do mundo e eu estava quebrado. Eu estava com muito sono, muito mesmo.

 Tirei o tênis para entrar no hostel e fui para o terceiro andar onde ficava a cozinha e a sala...

 Sentei e encontrei uma menina usando um telefone e não demorei muito para começar a  conversar com ela. Foi ai que conheci a Lizzie :)...uma das pessoas com quem iria passar meu próximo mês.

 Conversando com ela sobre viajar e os lugares que ela tinha passado (esta viajando a três meses) ela comentou que iria para a montanha. Na hora me convidei para ir junto e ela aceitou. :)

 Fomos dormir e deixamos a conversa sobre ir para a montanha para ser finalizada no dia seguinte. Mandei um e-mail para o pessoal do wwoof.

 Eu quase não dormi. A minha primeira noite aqui foi estranha. Muito barulho. As pessoas começam a gritar nos templos as quatro da manhã e junto os cachorros começam a latir. Não demora muito para os macacos começarem a dominar as ruas.

 Bom dia Kathmandu :)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

2013/SET - Abu Dabhi


 A viagem começou.

 Na rodoviária em Campinas eu não conseguia esconder o sorriso no rosto. Eu estava tranquilo e não estava ansioso. Não constumo a ficar ansioso antes de viagens e essa não foi diferente. Dormi bem na noite anterior e nada me incomodava ou me tirava a atenção...mesmo assim não conseguia tirar o sorriso do rosto.

 Cheguei em Abu Dabhi e o calor é impressionante. Foram aproximadamente 17 horas de vôo onde dormi por cerca de 90% do tempo e não comi nada.

 No aeroporto corri atrás do visto e não demorou muito para conhecer um Brasileiro. Ele chegou junto comigo e já conhece a cidade pois trabalha aqui. Acabei pegando uma carona com ele e fu direto para o hotel.

 A cidade é impressionante e o que mais me impressionou aqui não foram as construções. O que mais me impressionou em Abu Dabhi foi o calor que faz nessa cidade. Impossível. Um segundo fora do ar-condicionado e eu já começava a suar muito. Me parecia super importante andar com várias garrafas na mochila.

 Andei pela cidade durante a noite (sempre suando um monte) e aproveitei para comprar um laptop para escrever os posts aqui do Mochila de Pano e ter um lugar para salvar minhas fotos e vídeos da viagem.

 Depois de deixar tudo no hotel resolvi caminhar mais pela cidade procurando um restaurante vegetariano mas não consegui encontrar nada e acabei comendo em uma pizzaria mesmo.

 Outra coisa que me impressionou aqui foi a quantidade de carros esportivos na rua. Não sou um grande apreciador de carros mas tenho que dar o braço a torcer...eles são bonitos! No estacionamento do hotel tem de tudo que é carro esportivo e bonito!

 O hotel é super top. Muito longe do que estou acostumado.

 Outra coisa que achei legal aqui foi que algumas mulheres usam alguns enfeites na burca. Fiquei encantado com esses enfeites e com essas mulheres.

 Fui dormir super tarde e madruguei. Acordei perto das 4 da manhã para andar pela cidade. Resolvi ir até um ponto turístico a pé. Queria andar e não pegar um taxi. Acabei descobrindo que o ponto era realmente longe e só consegui voltar ao hotel perto das 13:00. Andei muito. Aproveitei para correr um pouco na praia. Corri por uma hora nesse calor todo.

 O calor estava tão forte que parecia ser difícil de respirar e eu estava consumindo uma garrafa de água a cada hora ou menos.

 As construções aqui são muito bonitas e gigantescas. Tudo aqui parece ser feito para impressionar.

 Durante a minha caminhada me deparei com várias placas proibindo fotografias ou vídeos e portanto acabei registrando pouco dos pontos que passei....mas confesso que a cidade me impressionou e me deixou com uma vontade de "quero mais". Pretendo voltar para Abu Dabhi para ficar um pouco mais de tempo aqui.

 Quando deixei a cidade peguei um taxi e conversei muito com o motorista. Ele me contou um pouco mais sobre a cidade e me levou (sem cobrar nada) para conhecer o autodromo e o parque da ferrari. Tudo como eu esperava: Impressionante.

 Bom, agora estou no aeroporto e daqui a pouco estou partindo para Kathmandu - Nepal.

 Não tenho planos para a minha viagem....a ideia é improvisar.

 A única coisa que planejei foi participar do wwoof no Nepal e já até paguei as taxas quando estava no Brasil (45 dolares) mas ainda não escolhi qual fazenda vou ficar.

domingo, 25 de agosto de 2013

2013/AGO - Bate e Volta no Guarujá



 Depois de passar boa parte do dia andando de skate na Unicamp com o Zezão combinamos de ir no dia seguinte para a praia surfar um pouco. O tempo estava ótimo no sábado e o Emílio já estaria por la.

 Acordei cedo e peguei um busão para São Paulo para encontrar com o Zezão na paulista e de la tocamos para a praia.

 Na estrada o assunto era descer a Imigrantes de skate. Coisa que deve acontecer assim que eu voltar de viagem e treinar um pouco mais com o Zezão :).

 O tempo na praia não estava nada bom. Depois de uma neblina na estrada chegamos a praia com o tempo bem fechado e um frio desses que te afasta da água....mas a ideia era surfar...então...bora para a água.

 Combinamos de encontrar com o Emílio e o pessoal na praia do Tombo mas assim que chegamos no Guarujá paramos em um posto de gasolina e o pessoal estava todo la comendo alguma coisa. Foi bom, não foi preciso procurar ninguém :).

 Fomos para a praia e as ondas estavam bem pequenas. Ótimo para brincar de leve e sem tomar caldos.

 O Zezão fez uma aula de surf enquanto a Roberta, Elisa e Beua fizeram uma aula de Stand up paddle.

 Eu fiquei no mar até não aguentar mais. Sai com uma tremedeira sem precedentes. Chegou um momento em que não conseguia mais prestar atenção em nada a não ser no frio que estava passando.

 Depois de um tempo as meninas entraram para surfar e nós fomos tomar um café quente na padaria para esquentar o corpo.

 Depois disso tudo? Açaí e conversas....

 A praia foi bem de leve, o tempo não estava nada bom.....mas resumindo a viagem posso dizer que ela foi gostosa demais! É sempre bom encontrar com o pessoal...

 A promessa é de uma outra praia para esse próximo final de semana....vamos ver....torcendo para dar certo :).

 Ah! Uma dica! Se você quer fazer um bate e volta para qualquer praia!! Faça no sábado e não no domingo! O transito para voltar no domingo foi grande :(

Vídeo: